| EC-29
- o caminho para o financiamento
do SUS |
O
que é o SUS?
Todo
brasileiro tem direito à
prevenção e recuperação
da saúde. São indispensáveis
o diagnóstico precoce,
o tratamento médico-hospitalar,
os exames e os outros serviços
prestados pela rede pública
de saúde.
O
SUS é um modelo de atendimento
que completou em 2000 uma década
de existência. Desde sua
criação pela Constituinte
de 1988 busca o cumprimento de
suas diretrizes básicas:
Universalidade
Integralidade
Eqüidade
Descentralização
Participação
da Sociedade
O que o cidadão pensa
do SUS?
Hoje,
infelizmente, o cidadão
ainda é obrigado a conviver
com uma série de problemas
que prejudicam o desempenho do
SUS.
No
entanto, há uma série
de melhorias registradas. Para
se ter uma idéia, mais
de 80% dos procedimentos de alto
risco (cirurgias cardíacas,
transplantes, etc.) são
realizados em hospitais públicos
e conveniados ao SUS.
A
maioria da população
confia no Sistema Único
de Saúde. É o que
mostra uma pesquisa do IBOPE.
Confira:
75% da população
usuária do SUS classifica-o
como bom ou ótimo;
71% garantem que sempre
foram bem atendidos;
42% identificam uma evolução
no modelo de saúde pública.
Qual o maior problema do SUS?
Com
uma estrutura nacional, o SUS
se defronta com a baixa quantidade
de recursos para desenvolver as
ações e serviços
de saúde para toda a sociedade
brasileira. Cento e vinte e cinco
milhões de brasileiros
dependem exclusivamente dos serviços
públicos de saúde.
Infelizmente,
a saúde não tem
sido prioridade para vários
governos. Isso se comprova pela
série de arrochos e constrangimentos
orçamentários impostos
ao SUS.
Existe saída para essa
crise?
Em
93, apareceu a idéia de
vincular recursos dos orçamentos
da União, Estados e Municípios
ao SUS. Foi quando surgiu a chamada
PEC da Saúde.
Somente
seis anos depois o projeto foi
aprovado pela Câmara Federal,
graças aos movimentos populares
marcados por uma ação
pluripartidária.
O
mesmo processo de mobilização
aconteceu no Senado, onde a resistência
de alguns setores políticos
atrapalhou a tramitação
da Proposta de Emenda Constitucional
da Saúde. Neste momento,
a vontade da população
representada nos órgãos
de controle social se fez presente
garantindo sua aprovação.
O que é a Proposta de
Emenda Constitucional (PEC) da
Saúde?
Para
entender o que é a PEC
da Saúde vamos contar uma
história.
"Uma
família pobre sempre tinha
pouco o que comer. Mesmo assim,
toda vez na hora do almoço
aparecia um convidado. O pai,
como era hospitaleiro por natureza,
não pensava duas vezes.
Mandava reduzir a porção
de comida de todos os filhos para
oferecer um prato também
à visita. Mas a mãe
não gostava da idéia
e para garantir a saúde
das crianças baixou uma
regra: na casa, os adultos convidados
ou não, só poderiam
se servir depois dos pequenos.
Resultado: os meninos e meninas
cresceram fortes e saudáveis".
A
PEC da Saúde faz o mesmo
pelo SUS. Impede cortes no orçamento
da saúde, evitando o fechamento
de hospitais e laboratórios,
além de garantir o funcionamento
de programas e projetos que assistem
a milhões de cidadãos.
Quanto a PEC garante em recursos?
Com
a PEC aprovada:
. A União vai ter que agregar
5% a mais ao Orçamento
da Saúde com base no repasse
de 1999. O reajuste fica atrelado
à variação
nominal do Produto Interno Bruto
(PIB);
. os Estados teriam que gastar,
no mínimo, 7% dos seus
orçamentos com saúde.
O percentual chegaria a 12% até
2004;
. os Municípios comprometeriam
7% de suas contas, chegando a
15% também em 2004.
Aprovar a PEC é conquistar
recursos estáveis para
a saúde?
A
saúde é um direito
de todos. Para garantir esse direito
é preciso assegurar recursos
suficientes e estáveis.
A PEC da Saúde garante
estabilidade e evita cortes nos
orçamentos. Mesmo assim,
a vinculação de
recursos da União, dos
Estados e Municípios ainda
será insuficiente para
satisfazer plenamente as necessidades
e os direitos de todos os cidadãos
com a saúde. Mas uma coisa
é certa: os gestores poderão
planejar com recursos garantidos.
O
Brasil é um país
rico que pouco investe em saúde.
Os gastos públicos em saúde
não alcan-çam R$
200 per capita. Os países
desenvolvidos investem entre US$
800 a US$ 2000 per capita. Os
países chamados do terceiro
mundo investem entre US$ 300 a
US$ 500 por cidadão/ano.
A
sociedade brasileira elegeu o
setor saúde como prioridade
nacional. Aprovar a PEC da Saúde
re-presenta um avanço importante
nesse resgate da enorme dívida
social do país.
Qual a relação
entre a PEC e os conselhos de
saúde?
Os
conselhos de saúde são
instâncias de controle social
que existem em todo o país.
Têm caráter pluralista
e deliberativo. A sua tarefa é
formular diretrizes para a política
de saúde, acompanhar as
ações sanitárias,
fazer críticas e sugestões
para o aperfeiçoamento
do SUS.
Um
exemplo da atuação
foi no processo de elaboração
e acompanhamento da PEC da Saúde
no Congresso. O Conselho Nacional
de Saúde colaborou nas
negociações e construção
do consenso político em
torno da proposta na Câmara
dos Deputados e no Senado. Nas
duas Casas, ajudou a sensibilizar
os parlamentares sobre a importância
social do projeto.
Se
você quiser saber um pouco
mais sobre o controle social e
a PEC da Saúde entre em
contato com os conselhos de Saúde:
Gestor
Local
Distrital
Municipal
Estadual
O
e-mail para você encaminhar
suas dúvidas e sugestões
é: cns@saude.gov.br
Clique
abaixo:
Íntegra
da EC-29/2001
Diretrizes
para a aplicação
da PEC da Saúde
A
emenda da Saúde e o desafio
do compromisso com o SUS
A
prática do Controle Social:
Conselho de Saúde
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