| 13.12.2007 O
Conselho Nacional de Saúde (CNS) acompanhou de perto e com todo o interesse
o debate acontecido no Senado Federal a respeito da proposta de prorrogação
da Contribuição Provisória sob Movimentação
Financeira (CPMF) devido à importância da questão tributária
no Brasil e, particularmente, pela vinculação direta da referida
contribuição ao financiamento do Sistema Único de Saúde
e na regulação da Emenda Constitucional nº. 29. O
desfecho desse debate, que significou a interrupção da contribuição,
com graves conseqüências imediatas para o financiamento de políticas
sociais, incluída à saúde, significa um retrocesso brutal
no ganho inicial que representou a aprovação da regulamentação
da EC 29 na Câmara dos Deputados. Revela também uma prática
política de alguns parlamentares muito mais pautada numa disputa intestina
pelo poder e na qual prevalecem mais os interesses de grupos organizados, em detrimento
do interesse maior da população como um todo. No
entendimento de que essa forma de fazer política há muito não
deveria mais constar da nossa prática democrática, o Conselho Nacional
de Saúde manifesta publicamente sua profunda discordância com o desenlace
do debate acontecido no Senado Federal. Ao mesmo tempo, conclama todos os atores
sociais e políticos que lutam efetivamente pelo financiamento adequado
das políticas sociais e pelo exercício da política em defesa
do interesse coletivo e não particularizado a cerrar fileiras em defesa
da regulamentação da EC 29 e da garantia do pleno financiamento
democrático das políticas públicas de interesse da população
brasileira.
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