Mesa
Diretora também permanece, agora com representação do Conasems |
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| Integrantes
da Mesa diretora e presidente do CNS | | |
O
Conselho Nacional de Saúde (CNS) realizou nesta quinta-feira (13/12) a
eleição da Presidência e Mesa Diretora do colegiado para o
ano de 2008. Em votação secreta, o Pleno decidiu dar continuidade,
por mais um período, ao trabalho já em andamento. O presidente,
Francisco Batista Júnior, foi reeleito. Na composição da
Mesa Diretora, apenas uma mudança na representação do segmento
dos gestores/prestadores com a entrada do conselheiro Luiz Carlos Bolzan, do Conselho
Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Veja
a composição da Mesa Diretora no quadro abaixo. A
eleição foi conduzida por uma Comissão Eleitoral paritária
- 50% de usuários, 25% de trabalhadores e 25% de prestadores e gestores
- formada por quatro conselheiros: pelo segmento de usuários, Jurema Werneck,
da Articulação de Organizações de Mulheres Negras
Brasileiras (AMNB), e Raimundo Sotero, da Federação Nacional das
Associações e Entidades de Diabetes; pelos trabalhadores, Eufrásia
Cadorin, da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO); e
pelo gestores/prestadores, Vânia Glória Alves, do Ministério
da Educação.
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| Conselheiros
defendem suas candidatura | De
acordo com a Resolução CNS 364/2006, somente os conselheiros titulares
podem se candidatar aos cargos e votar no processo eleitoral. Representando a
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT),
Francisco Batista Júnior foi candidato único à presidência.
A permanência do farmacêutico na presidência foi referendada
por 40 dos 42 conselheiros titulares presentes à reunião. Houve
também um voto nulo e um voto em branco. O presidente reeleito acredita
que o principal desafio do CNS para o próximo ano é atingir definitivamente
a sua autonomia administrativa, financeira e política, além de aprofundar
a aproximação com os conselhos do país. "Esse é
o grande objetivo e o conselho está maduro para isso. Temos condição
de viabilizar plenamente, de forma coletiva, esse projeto", garantiu.
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| Comissão
paritária conduz o processo eleitoral. Ao fundo, Francisco Batista Júnior
avalia a atuação do CNS | | |
Para
a Mesa Diretora, também paritária, só houve disputa no segmento
dos usuários. Seis conselheiros se candidataram às quatro vagas:
Artur Custódio (Movimento de Reintegração das Pessoas com
Hanseníase/Morhan); Cândida Maria Carvalheira (Associação
Brasileira de Ostomizados/Abraso); Carmem Lúcia Luiz (Liga Brasileira de
Lésbicas/LBL); Maria Izabel da Silva (Central Única dos Trabalhadores/CUT);
Nildes de Oliveira (Associação dos Celíacos do Brasil/Acelbra)
e Wander Geraldo (Confederação Nacional das Associações
de Moradores/Conam). Mesa
Diretora do CNS para 2008 em ordem alfabética Antônio
Aves de Souza
Ministério
da Saúde
Artur Custódio Moreira
Movimento de Reintegração
das Pessoas com Hanseníase
Carmem Lúcia
Luiz
Liga Brasileira de Lésbicas
Luíz Carlos Bolzan
Conselho Nacional das Secretarias
Municipais de Saúde
Maria Izabel da Silva
Central Única dos
Trabalhadores
Ruth Ribeiro Bittencourt
Conselho Federal de Serviço
Social
Wander Geraldo da Silva
Confederação
Nacional das Associações
de Moradores
Avaliação
- Antes de iniciar o processo eleitoral, os conselheiros fizeram a avaliação
do ano de 2007, apontando avanços e problemas enfrentados no período.
Em linhas gerais, o Pleno observou que este foi um ano de muitas vitórias
para o controle social, entre elas as eleições inéditas no
CNS e a ampliação da participação da sociedade no
colegiado. "Esse é um momento muito importante na história
do controle social. As mudanças no Conselho Nacional têm repercussão
nos conselhos estaduais, municipais e nas conferências", enfatizou
a conselheira Francisca Valda, da Associação Brasileira de Enfermagem
(Aben). Entre
as dificuldades enfrentadas, os conselheiros apontaram a falta de um diálogo
mais permanente do CNS com os segmentos nele representados. Ou seja, a necessidade
de que os conselheiros repercutam as deliberações do Pleno em suas
bases e tragam para o colegiado as contribuições advindas do debate
com a sociedade. "A grande força deste Pleno está nas entidades
aqui representadas. Fortalecer a relação do CNS com essas entidades
deve ser o nosso mote para os próximos anos", defendeu o conselheiro
Antônio Alves, secretário de Gestão Estratégica e Participativa
do Ministério da Saúde. Para a conselheira Lígia Bahia, do
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), faltou também avançar
na construção de uma agenda política para o CNS.
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