Presidente da Câmara defende Emenda 29
Arlindo Chinaglia participou da 185ª Reunião do CNS, reconheceu que o financiamento da Saúde é uma questão política e declarou que a aprovação da PEC é prioridade da bancada do governo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, defendeu a aprovação da Emenda Constitucional 29 – que fixa os percentuais mínimos a serem investidos em Saúde, a cada ano, pela União – e disse que pretende colocá-la em votação até o dia 29 deste mês. A declaração foi dada em 15 de maio, durante a Reunião Plenária do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

 

Arlindo Chinaglia defendeu, na reunião do Conselho Nacional de Saúde, nova fonte de recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O deputado avaliou que a questão do financiamento da Saúde é política e permeia muitas das discussões no Congresso e na sociedade. Destacou a resistência do empresariado, manifestada no discurso de "não incidência de impostos".

O presidente da Câmara dos Deputados confirmou, no entanto, que o Poder Executivo pode vetar a matéria, caso não se encontre uma nova fonte de recursos de financiamento da Saúde que substitua a antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada pelo Senado Federal em dezembro de 2007.
Arlindo Chinaglia disse que deseja estimular ao máximo a participação do CNS neste processo e afirmou que continuará insistindo na regulamentação da Emenda 29, para que a área da Saúde tenha mais recursos.
Para Francisco Batista Junior, presidente do CNS, a aprovação da Emenda 29 é de fundamental importância para a Saúde Pública brasileira. “Vamos protagonizar o processo de regulamentação da EC 29, junto ao Congresso Nacional. Agora, mais do que nunca toda a sociedade civil organizada e todos os Conselhos de Saúde devem estar preparados para a mobilização em favor da EC 29 e do SUS. O Presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia demonstrou muita disposição para tratarmos esse processo”, ressaltou.

 


Saiba Mais sobre a regulamentação da Emenda 29


Após sete anos em debate no Congresso Nacional, no dia 31 de outubro de 2007, a proposta de regulamentação da Emenda Constitucional n° 29 foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o texto de autoria do deputado Guilherme Menezes (PT-BA) contemplava tanto o projeto de lei complementar 01/2003, do ex-deputado Roberto Gouveia (PT-SP), quanto à proposta do governo federal. Assim, seguindo o projeto original, os governadores deveriam aplicar em saúde 12% dos impostos e transferências recebidas, e as prefeituras, 15%. O montante federal, por sua vez, ficaria vinculado à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) e à arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Devido a não prorrogação da CPMF, um novo cenário se formou. Como as propostas estavam vinculadas, a derrubada do chamado imposto do cheque exigiu uma nova apreciação da Emenda 29 pelo Congresso Nacional.

 

 

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