II Seminário Nacional sobre Modalidades de Gestão no SUS

Brasília, 15 de maio de 2008

185ª Reunião do Conselho Nacional de Saúde

Presidente da Câmara defende Emenda 29

Arlindo Chinaglia participou da 185ª Reunião do CNS, reconheceu que o financiamento da Saúde é uma questão política e declarou que a aprovação da PEC depende de apoio do governo

 

 

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), em sua 185ª Reunião Ordinária, realizou um debate sobre os caminhos para a aprovação da Emenda Constitucional Nº 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos em Saúde, a cada ano, pela União, por estados e municípios. O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, participou do evento.

Arlindo Chinaglia defendeu, na reunião do Conselho Nacional de Saúde, mais recursos para o SUS. O deputado avaliou que a questão do financiamento da Saúde é política e permeia muitas das discussões no Congresso. Lamentando o curto tempo para fazer uma análise mais profunda diante do CNS, ele destacou a resistência do empresariado, manifestada no discurso de "não incidência de impostos". Arlindo Chinaglia disse que deseja estimular ao máximo a participação do CNS neste processo e afirmou que continuará insistindo na regulamentação da Emenda 29, para que a área da Saúde tenha mais recursos. O Presidente da Câmara lembrou ainda que "a Saúde, no Brasil, tem hoje menos recursos que em 1995". Ainda, para o Presidente da Câmara, "a saúde só não terá mais verbas se o governo não concordar com a regulamentação da Emenda 29".

 


Saiba Mais sobre a regulamentação da Emenda 29.

 

No dia 17 de abril, uma Comissão do CNS reuniu-se com o Presidente da Câmara dos Deputados para tratar da regulamentação da EC 29. Na ocasião, o deputado assumiu, com os representantes do CNS, o compromisso de regulamentar a Emenda Constitucional 29, e se colocou a disposição para participar das discussões sobre o tema. Arlindo Chinaglia declarou que aumentar o volume de recursos para a área de saúde é essencial. "Espero, com o compromisso de todos, que esses recursos financeiros sejam investidos na saúde pública, garantindo a universalidade e a equidade, ampliando o acesso aos serviços", destacou.
Para Francisco Batista Junior, presidente do CNS, a aprovação da Emenda 29 é de fundamental importância para a Saúde Pública brasileira. "Vamos protagonizar o processo de regulamentação da EC 29, junto ao Congresso Nacional. Agora, mais do que nunca toda a sociedade civil organizada e todos os Conselhos de Saúde devem estar preparados para a mobilização em favor da EC 29 e do SUS. O Presidente da Câmara demonstrou muita disposição para tratarmos esse processo", ressaltou.


Após sete anos em debate no Congresso Nacional, no dia 31 de outubro de 2007, a proposta de regulamentação da Emenda Constitucional n° 29 foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o texto de autoria do deputado Guilherme Menezes (PT-BA) contemplava tanto o projeto de lei complementar 01/2003, do ex-deputado Roberto Gouveia (PT-SP), quanto à proposta do governo federal. Assim, seguindo o projeto original, os governadores deveriam aplicar em saúde 12% dos impostos e transferências recebidas, e as prefeituras, 15%. O repasse federal, por sua vez, ficaria vinculado à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) e à arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Devido a não prorrogação da CPMF, um novo cenário se formou. Como as propostas estavam vinculadas, a derrubada do chamado imposto do cheque exigiu uma nova apreciação da Emenda 29 pelo Congresso Nacional.

 

 

Assessoria de Comunicação do CNS

Fone: (61) 3315-2150/2151

Fax: (61) 3315-2414/2472
e-mail: cns@saude.gov.br
Site: conselho.saude.gov.br