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Brasília,
14 de setembro de 2011
Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil é apresentado ao Pleno do CNS
Câncer, infarto, hipertensão arterial e diabetes estão entre as principais causas de morte de cerca de 70% da população brasileira. As patologias fazem parte do quadro de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e que apresentaram crescimento nos últimos anos devido às transições epidemiológica, demográfica e nutricional no Brasil.
A informação faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022 apresentada na manhã desta quarta-feira (14), durante a 225ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde, pela representante da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Deborah Malta.
O plano define políticas públicas, programas, metas e investimentos estratégicos para o enfrentamento das DCNT no país nos próximos anos. Entre alguns objetivos nacionais estabelecidos estão: reduzir a mortalidade prematura (menor que 70 anos) em 2% ao ano; aumentar a cobertura de exames preventivos de câncer como a mamografia em mulheres com idades entre 50 e 69 anos; deter o crescimento da obesidade em adultos e crianças; entre outros pontos. De acordo com Deborah Malta, o plano foi construído com base em eixos orientadores voltados para a vigilância e monitoramento, promoção da saúde e cuidado integral.
Ainda segundo Malta, o documento será apresentado na reunião das Nações Unidas (ONU) no próximo dia 19 de setembro para debater a importância do tema das DCNT no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, principalmente, no que diz respeito à
redução da pobreza e das inequidades no mundo. “Hoje em dia é um consenso internacional que é preciso atuar fortemente para intervenção de fatores de risco das doenças crônicas não transmissíveis como tabagismo e obesidade”, disse.
A representante da SVS ressaltou também que as propostas previstas no plano são voltadas para atingir desde crianças até idosos. “A prevenção é ao longo da vida. Quanto mais precoce, mais oportuna é a possibilidade de redução de desenvolvimento dessas doenças e por isso os programas também estão voltados para as escolas e para dentro das famílias”, apontou.
O presidente do CNS, ministro Alexandre Padilha, e os conselheiros nacionais ratificaram ao final a necessidade de orientar os conselhos a monitorarem a efetivação das ações do plano nos âmbitos estaduais e municipais.
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